Aprendendo em rede

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quinta-feira, novembro 02, 2006

Perguntas inteligentes

Comentando:

"Perguntas Inteligentes: O que é isto?"
Beatriz C Magdalena
Iris Elisabeth Tempel Costa


Lendo o texto, voltei ao meu tempo de estudante de Pedagogia. Lá, entre 1990 e 1993, Piaget dava a tônica do curso. Era o “teórico da moda”. Isso mesmo! Tínhamos um acesso superficial à sua teoria e saíamos da faculdade achando que conhecíamos profundamente sua obra. Mesmo nessas condições, eu gostava dele. Quando passei no concurso e oficialmente assumi o papel de professora, entrei numa rede municipal de ensino em ebulição, onde a tônica era dada por Vigotsky. Gostei dele tb. Piaget estava “fora de moda”. Mas gosto dos dois até hoje. Entretanto, aprendi a dizer, de tanto ouvir críticas a Piaget, que os dois são inconciliáveis. Então ta. “Vigotsky é social, Piaget é biologicista.” E por aí vão as falas que afastam os dois que, certamente, nunca perderam tempo se estranhando ou tentando conciliação. Pesquisaram, observaram, produziram e nos presentearam, os dois, com excelentes reflexões que, se levadas a sério, poderiam alavancar, em muito, a qualidade do nosso trabalho.
Bom, só pra registrar: matei as saudades de Piaget e de seu brilhantismo. Mas voltemos ao texto em questão. Há nele palavras fortes, definidoras: autonomia, cooperação, mediação...
Tudo o que eu, em minha prática em sala de aula, seja no ensino fundamental ou superior, venho tentando imprimir. Sabem onde consigo com mais freqüência? Entre os menores. Parecem estar menos aprisionados, menos impregnados do modelo de escola que insistentemente se reproduz. No ensino superior (sou professora de um curso de Pedagogia, trabalhando geralmente com as 3 últimas fases), as dificuldades são IMENSAS! Como é difícil convencer as acadêmicas (o gênero – feminino – é dominante mesmo neste curso) a buscarem sua autonomia intelectual! Aprenderam a reproduzir, resistem à mudança e, certamente, reproduzirão com seus pequenos alunos quando forem profissionais da educação (quando já não o são - e há muito tempo). Esta é uma questão que o trabalho com projeto de aprendizagem permitiria: a construção crescente da AUTONOMIA do aprendiz, que é, na minha opinião, a palavra mais importante do processo educativo: sendo autônomo, o sujeito (nesse termo, sou Vigotskyana... rs...) constitui-se cidadão pleno. E não é esse o objetivo do processo educativo? Intermediar homem-mundo, mediante o conhecimento?
Outra grande contribuição desta metodologia (estamos falando em projeto de aprendizagem) seria praticamente o FIM dos problemas de evasão, repetência, indisciplina. Grandes problemas causados pela – inconciliável – distância entre os quereres de quem ensina e de quem aprende. Nossa escola está respondendo a perguntas que nunca foram formuladas por nossos alunos. Nem nós mesmos as formulamos... Nem nos interessamos muito, verdade seja dita, pelas respostas que damos...
Pra terminar: os projetos de aprendizagem instigam a CURIOSIDADE, força motriz (que termo mais antigo!!!) da aprendizagem significativa (que termo mais batido!!).

Comentários ao texto "Conteúdos: Para quê? Por quê?"

Começo dizendo que ADOREI ler o texto "Conteúdos: Para quê? Por quê?", de Beatriz C Magdalena e Iris Elisabeth Tempel Costa. Penso muito parecido.Chega de dar desculpas ultrapassadas para continuarmos seguindo esta organização disciplinar que impera há séculos na nossa escola! Currículo não é isso! Vale lembrar que os conteúdos distribuídos nas diversas séries/fases escolares surgiram a partir de uma seleção, que obviamente é excludente: para termos hoje (quer dizer, há certamente mais de um século) estes determinados conteúdos, muitos outros foram deixados de lado, já que a produção humana é vastíssima e não é de hoje. Então, será que os professores estáticos já pararam pra pensar nisto? Estão ensinando apenas o que alguém (quem, mesmo???) decidiu que seria importante ensinar, esquecendo todos os outros conhecimentos que foram excluídos por esse mesmo alguém (quem, mesmo???).
Outra desculpa esfarrapada, a de que "cai no vestibular". Essa me dá urticária. Enquanto tudo permanecer engessado, todos estarão engessados juntos! Quem vai puxar a primeira vareta pra ver desmoronar essa torre de insensatez? Penso que todas essas "desculpas" só servem pra uma razão: justificar a ação docente. Explico: se um professor começa a fazer diferente, dá vez e voz aos aprendizes, coordena as buscas, dá liberdade de ação, instiga a curiosidade, incentiva a dúvida, ajuda a aprender a perguntar, é visto no mínimo com desconfiança. Então, se um de seus alunos é submetido a qualquer um destes testes pela vida afora (como o vestibular, por exemplo), e se dá mal, tá explicado o porquê: ELE NÃO APRENDEU AS LIÇÕES QUE DEVERIA! A CULPA É DO PROFESSOR!!! Se, por outro lado, o professor ENSINA sempre as mesmas lições, aquelas que caem no mesmo vestibular e o aluno vai mal, ELE NÃO APRENDEU AS LIÇÕES QUE DEVERIA! MAS A CULPA É DELE MESMO, PORQUE O PROFESSOR ENSINOU TUDINHO... Triste, né? Tudo pra não levar a culpa no final da história...
Daí, posso concluir que há muito ainda por caminharmos. Desespera pq vemos, hoje, novos professores, que acabaram de sair das universidades, sem a menor visão de emancipação do aprendiz. Por aí já dá pra calcularmos a distância desse nosso caminhar... Mas não à desesperança! Prefiro recorrer a Gandhi e sua "paciência histórica". um dia, o caminho encurta, gente! E, hoje, há caminho mais emancipatório do que aquele sugerido pelos projetos de aprendizagem? Penso que não...
Belo texto, professoras! Permitem-me utilizá-lo na minha escola, com meus professores?
Um abraço.
Deisi Cord

quinta-feira, outubro 26, 2006

Desatualizada...

Hoje, depois de muitos dias, consegui entrar na plataforma e-proinfo. Procurei os textos indicados na disciplina PROA 1 e não encontrei... Já tô estressada pq não tenho mais conseguido trabalhar no projeto, pois meu filho está doentinho, estou em casa com ele, dedicação exclusiva. Agora, ele dormindo, resolvi colocar em dia alguma atividade (já que está tudo atrasado...) e não encontrei o texto. Fiz o caminho indicado pelo professor e nada... Ai!
Ah! E pra piorar, domingo ainda tenho que ir votar! Será que dá pra escolher entre Amin e Luiz Henrique??? Lula e Alckmin??? Dá sim!!! Escolho NULO!!!!! Pelo menos essa tarefa já posso considerar cumprida...

quarta-feira, outubro 11, 2006

Aprendendo em rede... mesmo!!

Hoje é véspera de feriadão...

Passamos uma semana intensa no nosso P.A. Tentamos cumprir algumas tarefas, mas na maioria do tempo fomos VENCIDOS pela tecnologia... rs... Muito do que produzimos está, neste momento, pairando em algum "buraco negro virtual", porque pode estar em qualquer lugar, menos onde gostaríamos que estivesse: no nosso projeto sobre hierarquia canina. Postamos alguns textos (todos nós fizemos isso!) e eles logo desapareceram!!! Mas tudo bem, isso tb é uma aprendizagem, né? Ficamos meio estressados, meio desestimulados, mas faz parte do processo pedagógico. Tô me sentindo exatamente igual aos alunos aqui da escola, quando perdem um trabalho... É frustrante mesmo! E aí só confirmo o que sempre digo pra eles: "não dá pra confiar 100% no computador...". E tb não dá pra confiar nas minhas anotações sobre a ferramente wiki... rs...
Mas vamos em frente! Fundamental é não ficarmos parados, precisamos ser insistentes, curiosos, furiosos... Vamos superar os entraves em prol de um projeto super legal que está sendo desenvolvido, verdadeiramente, em parceria virtual. Muito legal (rimou!!) Beijão pro Jairo e pra Marta, guerreiros desbravadores desta imensa e densa floresta tecnológica! Vamos conseguir!! Deisi

quinta-feira, outubro 05, 2006

AGORA É PRA VALER!!!

Nossa!!! Mesmo tendo Mestrado, só de ler o título do curso já fico assustada: Especialização em Tecnologias da Informação e da Comunicação na Promoção da Aprendizagem. Será que vamos conseguir dar conta? Agora estamos na etapa inicial, trabalhando em grupo (virtualmente) e construindo o nosso primeiro projeto de aprendizagem. Tô achando a experiência muito legal, aprendendo a usar as ferramentas (esse lance de html e esse monte de códigos que temos que saber onde copiar, onde colar, o que apagar pra funcionar... cansa!). Com relação à metodologia, já era minha velha conhecida. Mas é muito bom poder aplicá-la, já que aqui na escola, na verdade a grande maioria dos projetos não são de APRENDIZAGEM, e sim de ENSINO... Então, espero poder me apropriar de estratégias que me instrumentalizem ainda mais a trabalhar com os professores e alunos de minha escola no sentido de "convencê-los" a desenvolver projetos de aprendizagem recorrendo às tecnologias da informação e comunicação...
Bom demais estar aprendendo!!!
um grande abraço ao meu grupinho (Marta e Jairo) e a todo o grupão!!
Deisi

quinta-feira, setembro 28, 2006

Primeira reflexão sobre o P.A.



  • A metodologia de trabalho com Projetos de Aprendizagem possibilita que possamos aprofundar e enriquecer questões que, num primeiro momento, podem parecer óbvias, simples e/ou até desinteressantes. Desta forma, o exercício de iniciarmos formulando questões que nos instigassem e, posteriormente, lermos e ouvirmos as questões uns dos outros, já foi um momento rico em interação, troca, reflexão e cooperação, já que passamos a nos interessar pelas temáticas dos colegas, contribuindo para que as perguntas (problemas) fossem melhor formuladas, o que permitiria ampliar a pesquisa.
    O momento (enfim) da escolha da temática, para nosso pequeno grupo, não demandou muita negociação, já que houve um interesse “coletivo” em desenvolver a proposta de se investigar o estabelecimento da hierarquia em um grupo de cães.
    A partir daí, passamos a nos aproximar de nosso objeto e, de novo, era nítida a colaboração em grupo, tanto nos momentos de se usar as ferramentas quanto no desenvolvimento do mapa conceitual, ponto de partida “formal” para nossa pesquisa. Não houve conflitos entre os componentes do grupo, estávamos abertos aos diferentes pontos de vista uns dos outros e, principalmente por conhecermos pouco a temática escolhida, pudemos levantar uma série de questões que nortearão o P. A., partindo dessa cooperação.
    Tivemos dificuldades, principalmente, em dois momentos: na formulação das dúvidas e certezas temporárias, para que pudéssemos focar a pesquisa em aspectos que permitissem uma abrangência satisfatória; e quando fizemos a primeira versão do mapa conceitual, tentado conectar as palavras-chave através de conceitos abrangentes.
    Desta forma, concordo com Stephen Kanitz quando diz que é fácil responder a perguntas. Difícil é formulá-las! E todo problema surge a partir de uma pergunta feita. Precisamos aprender a perguntar!

terça-feira, setembro 26, 2006

Aprender é fundamental; atualizar-se, uma necessidade cotidiana.
Penso que não podemos nunca nos acomodar numa situação, num lugar, num conceito.
É preciso sempre buscar o novo, sem necessariamente jogar o "velho" fora.
Desejo, então, que nos lancemos nesta nova aventura em busca do conhecimento.
Que seja muito bom para todos!